O Brasil não é o maior produtor de joias do mundo, mas tem um papel específico e crescente na cadeia global: exportador de semijoias e bijuterias, com dois polos regionais concentrando boa parte dessa produção.
Exportações em alta
Segundo dados divulgados pela iniciativa Precious Brazil, parceria entre o IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Joias) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), as exportações brasileiras de bijuterias cresceram quase 50% em 2023 na comparação com o ano anterior, enquanto o segmento de gemas e minerais cresceu cerca de 10% no mesmo período. São ritmos de crescimento bem diferentes, o que sugere que o Brasil está ganhando espaço internacional principalmente na ponta de produto acabado (bijuteria e semijoia), não só como fornecedor de matéria-prima.
Dois polos, um setor
A produção brasileira de semijoias não está concentrada numa única cidade. Limeira (SP) é hoje o maior polo do país, título reconhecido oficialmente pela Lei Federal 13.610/2018, mas Itabaiana (SE) também é um polo relevante de produção e exportação de semijoias, com sua própria base de fabricantes e tradição no setor.
Já cobrimos em detalhe a história e os números do polo de Limeira no post Limeira, Capital da Joia. O que vale reforçar aqui é que a existência de mais de um polo regional mostra que o setor de semijoias brasileiro tem escala nacional, não é um fenômeno local isolado.
Para onde vai a produção
Parte relevante da produção de folheados de Limeira já é exportada para países da América Latina, além de Alemanha e Estados Unidos, segundo a Prefeitura de Limeira. Some isso ao crescimento de quase 50% nas exportações de bijuteria em 2023, e o quadro é de um setor que, apesar de menos visível internacionalmente que a joalheria de luxo europeia, tem presença real e crescente no comércio exterior brasileiro.
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